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domingo, 30 de agosto de 2015

RACHADORES DE IGREJAS

É muito interessante verificar que muitos pastores que já pregaram sobre Hebreus, 10.25, orientando suas ovelhas a não abandonarem suas congregações, terminem por dissociar-se do ministério a que estão ligados, tomando para si o trabalho a eles confiado.

Em geral, a queixa que apresentam é a falta de apoio da administração à qual estavam filiados. Ora, se ao obreiro foi entregue um trabalho e ele o levou por muitos anos, deveria ter – caso fosse competente – condições para permanecer fiel aos princípios que adotara. Primeiro há que semear; colheita vem depois e, quase sempre, demora.

A denominação evangélica Assembleia de Deus, no Brasil, arca com o grave desgaste em seu nome original, por causa de muitas “assembleias”, frutos de divisão. Parece que isso não tem fim, já que ela mantém em seu seio (e sem saber) homens insubmissos, alguns invejosos e avessos à hierarquia e à disciplina. Não vou trazer as referências, mas as cartas paulinas e outras, como Hebreus - e a própria história da igreja - mostram essa existência perniciosa.

As entidades corporativas seculares também sofrem golpes de maus colaboradores, porque se trata de gente mal intencionada que decide partir para a concorrência comercial. Mas, como se explicará isso na obra evangélica? Só há uma explicação: atitude de rebelião: esse mal que a Bíblia equipara ao pecado de feitiçaria. Para a Palavra de Deus, o rebelde é um feiticeiro.

A rebelião - o ato rebelde - não precisa ser agressiva, com reuniões rudes e desacertos estrondosos. Os rebeldes mais espertos afastam-se sorridentes, sorrateiros estendendo a mão de cumprimento; entretanto, em seu coração está o espírito de “racha”. Este tipo de “rachador de igreja” é sempre um homem altivo, dono da verdade, irreconciliável, escondido numa capa de submissão durante o tempo em que engendra o golpe.

Também não são poucos os casos de obreiros que, desde a infância, estiveram ligados a ministérios que lhes deram toda sorte de apoio, ensinou-os, instruiu-os, experimentou-os nos trabalhos, abriu-lhes as portas e o coração, para que, ao fim, os soberbos lhes virem as costas, na expectativa de que sejam capazes da autonomia. Neste caso, é evidente que o que chamam de autonomia é desrespeito, irreverência, incapacidade de diálogo e de submissão.

O fato de que alguns desses trabalhos, frutos de ações equiparáveis à do filho perdulário (veja-se Lucas, 15.11-32) podem até crescer em número e extensão, mas sempre serão “capengas” em qualidade, além de que o seu condutor terá contas a acertar no grande Dia.

Não há atitude oposta às Escrituras que passe despercebida pelo Senhor; exceto se houver, o arrependimento sincero e o retorno à casa paterna, ainda que na condição de “jornaleiro”.

Ev. Izaldil Tavares de Castro.

Um comentário:

  1. Excelente comentário e tema. Há poucas exceções daqueles que iniciam um trabalho sem se aproveitar das oportunidades dadas em confiança.

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