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sexta-feira, 13 de março de 2015

CHATOS E CHATICES

 Muita gente tem mania de me avaliar como intransigente. Os menos cultos chamam-me "chato" e usam até outros adjetivos (e eu sou o intransigente!).
Nada disso! Na verdade, reparo que ter caráter firme, ser educadamente franco para com as pessoas é uma virtude pouco valorizada neste calendário, porque as pessoas estão habituadas ao sorriso fácil, lisonjeiro, "simpático", o que é a representação máxima da falsidade que se instalou na personalidade de grande parte das pessoas. Hoje, tem-se que aplaudir e mostrar um rosto sorridente (mesmo que plastificado), pois há necessidade de se agradar aos olhares julgadores, que observam o comportamento dos circunstantes.
Hoje, não se aceitam professores (os que ensinam); requerem-se, para as salas de aulas, os fazedores de "amigos", os contadores de piadas (quanto mais picantes melhores), os massagistas de egos. E, pior: as instituições de ensino mais destacadas neste país escolhem a dedo esses tais, independentemente da excelência profissional. A mídia não se faz pelo valor dos profissionais, faz-se pelo poder econômico das entidades. Que universidade relaciona para o grande público os seus mestres? Que cursinho preparatório expõe sua equipe? Que colégio renomado faz isso? Nenhum! Primeiro, porque já enxugaram em demasia a quantidade dos excelentes; segundo, porque não interessa expor os que permanecem (eles não seriam bem vistos, são muito chatos!). Que fazem as rádios e emissoras de televisão com os jornalistas mais críticos e independentes?
Hoje não se ouvem políticos que dizem a verdade nua e crua; apreciam-se os mentirosos (também as mentirosas). No meio da cristandade, recusam-se pregadores do evangelho que não equivalham a palhaços ou a artistas de "stand up". O diretor ou o gerente de uma empresa que não frequenta o barzinho do chope com seus subordinados é um "arrogante", assim em diante.
Todos os profissionais da palavra e os que exercem atividade que impõe comando precisam ser portadores de uma mensagem "suave"; nada de explicitar a verdade. O mundo ama a vida falsa, mentirosa, lisonjeira; onde o bom e o mau transitam sem embargos.
Que tempos! Que costumes! (em bom português, porque o latim já era!).
Izaldil Tavares de Castro.

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