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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

FALTAM REBELDES NA IGREJA!

 Não! Eu não errei o título deste texto. Estou afirmando que faltam rebeldes na Igreja, e explico isso!
A igreja evangélica brasileira - com ênfase nas pentecostais - há muito tempo assumiu, relativamente aos seus líderes, a mesma postura dos católicos romanos, do início do século passado, quando os padres só estavam, talvez, abaixo de Deus.
Ai de quem desobedecesse à determinação do padre! Ai de quem contrariasse as suas ordens.
No meio evangélico difundiu-se a "conversa" de "não toqueis nos meus ungidos", o que deu aos tais portadores da "unção" uma carteira de isenção de críticas. Quem ousará apontar qualquer desacerto de um líder, sem que sofra retaliação?
Claro que não estou defendendo, de forma alguma, as atitudes inconsequentes, malévolas, traiçoeiras de muita gente. Quem age com tais vilezas não merece crédito, mas absoluto repúdio. Refiro-me à falta de brio daqueles que, em nome da fé, submetem-se a líderes tiranos.
Alguém dirá que somos "ovelhas" e rebeldia não é atitude de "ovelha". Não poucas vezes ouvi líderes prepotentes dizerem que seus opositores passaram de "ovelhas" a "lobos". Nem sempre! Nem sempre!
Primeiramente, é necessário saber-se que a Bíblia chama de ovelhas os que têm o Bom Pastor, o qual dá vida por elas. Mas o Bom Pastor é Jesus Cristo! (João 10.1-16). Sim! E não somos imitadores dele? (ICo 11.1) Ou imitamos o mercenário, o ladrão, o salteador? (Jo 10.1).
Ovelha tem que ser bem tratada (afeto), bem alimentada (cuidado material e espiritual), protegida (com oração e ensino). Ovelha precisa, antes, receber. O bom pastor não se preocupa com o que ou quanto a ovelha lhe "vai render"; senão, não cuidaria da doente, não buscaria a ferida, já que essas pouco ou nada lhe darão (Lc 15.4). Pastor que só ama ovelhas gordas e submissas ao seu cajado não executa bem o seu mister.
O crente não é ovelha por causa da sua anulação, não é ovelha por causa da desconstrução da sua personalidade, não é ovelha porque obedece irracionalmente o que lhe for dado ou exigido. O crente é ovelha racional.
Na Idade Média, a Igreja Católica lidava com uma população intelectualmente desprovida, por isso, submetida a um clero escorchante, que mandava e desmandava naquela massa ignorante. Daí, todo o desmando clerical que se observou. Graças a Deus, o protestantismo de Lutero foi uma das reações àquelas maldades.
Por incrível que possa parecer, muitas igrejas evangélicas adotaram, como eu já disse, desde o século passado, um sistema parecido, por meio do qual a ovelha tem a obrigação de ouvir, calar, aceitar e fazer. É a lei do "magister dixit".
O cristão é ovelha, porque, segundo a Bíblia, recebe o bom trato do seu pastor, tanto no aspecto material, como no social e, fundamentalmente, no aspecto espiritual. O pastor visa ao crescimento pleno da ovelha, propriedade de Cristo, não dele.
Excetuando-se esse aspecto, a ovelha sadia há de ser racional, conhecedora das Escrituras, instrumento da glória de Deus, testemunho vivo da graça de Deus para o mundo infiel. Essa ovelha não aceita as imposições provindas da particular vontade do seu pastor, nem concorda com atitudes ou decisões que contrariem a verdade do evangelho. Nesse aspecto é que está faltando ovelha rebelde no seio da igreja evangélica.
Izaldil Tavares de Castro.

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