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terça-feira, 5 de agosto de 2014

SALVAÇÃO E BATISMO NO ESPÍRITO SANTO SÃO DÁDIVAS DE DEUS

Para se ter uma compreensão mais clara sobre o batismo no Espírito Santo, é necessária uma breve incursão no estudo da Soteriologia: a teologia da salvação. A palavra salvação indica resgate daquilo que está em situação de perigo, à beira do caos, em iminente perdição. Tal é a situação da Humanidade, com relação a Deus.
SALVAÇÃO: A VERDADEIRA HISTÓRIA DE AMOR.
 O apóstolo Paulo dá a dimensão do homem oriundo do Éden, a geração adâmica: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus...” (Rm 3.23).
A palavra todos é de natureza inclusiva, não há ser humano que se isente dessa condição de pecador. O pecado de Adão maculou o restante dos homens que lhe sucederam. O que separa o homem de Deus é o pecado, um mal que se perpetuou na genética humana, colocando-o numa posição adversa a Deus.
Nenhum ser humano, por si mesmo, busca a Deus, já que é impedido pelo pecado. “... como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda, não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.” (Rm 3.3-12).
Esse extravio não se caracteriza apenas por um afastamento involuntário, sem culpa, como pretendem alguns. A culpa foi instituída a partir de quando Deus ordenou a Adão que não pecasse (Gn 2.17), mas ele decidiu pecar (Gênesis, 3.6). Assim, além de o homem estar afastado de Deus, há nele uma decisão de se opor ao Senhor. A natureza humana não quer saber de Deus.
A Soteriologia (palavra grega que significa estudo da salvação) busca na Bíblia o sentido desse assunto e não há assunto mais importante para cada pessoa sobre a Terra. Todos carecem de salvação. Entretanto, esse resgate não ocorre por vontade do homem; como, então, ver a possibilidade de que ele ocorra?
Quando a serpente maligna envenenou a Adão e à sua descendência, não contava com o plano onisciente de Deus: plano de resgate! Deus, por sua Onisciência, projetou a maneira de salvar a humanidade.
Ao formar o ser humano, Deus disse: “Façamos o homem” (Gn 1.26); isso quer dizer que se reuniu a Trindade: o Pai, e o Filho, e o Espírito Santo. Essa mesma maravilhosa Trindade efetua o plano da Salvação. Deus o projeta, o Filho cumpre-o, o Espírito Santo atua no convencimento da má índole que nos foi legada. Glória a Deus! Eis o que é a salvação: cumprimento do plano de Deus, por Jesus Cristo, o Filho Unigênito, por meio da pessoa do Espírito Santo.
É o poder do Espírito Santo quem quebranta o homem diante desse perfeito e bendito plano de resgate:
Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16). “E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” (Mt 3.16-17). “E desceu uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado; a ele ouvi” (Mc 9.7).
Uma vez convencido da verdade, o homem é livre para aceitar a graça da salvação (um processo de isenção dos pecados diante de Deus para todo aquele que nele crê), ou para simplesmente recusá-la e viver sob a condenação eterna. Esse processo de aceitação do sacrifício salvador de Jesus Cristo é chamado de justificação. “Sendo, pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.” (Rm 5.1-2).
Os salvos passam pelo processo da regeneração; isso é, regenera-se um novo homem; o velho homem, criatura de Deus, o antigo descendente de Adão passa a ser filho de Deus, pela regeneração, como diz Pedro, que “Ele nos gerou de novo”, fazendo-nos filhos de Deus. “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam; mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que creem no seu nome, os quais não nasceram da carne nem da vontade do varão; mas, de Deus.” (Mt 1.11-12).
Por meio da santificação, o novo homem se preserva para a glória futura. “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” (HB 12.14). Assim, são três as etapas da salvação propiciada por Deus ao homem: justificação (por Cristo Jesus); regeneração (pela obra do Espírito Santo) e santificação (esforço do homem ajudado pelo Espírito Santo que o instrui sobre todas as coisas) “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” (Jo 14.26).
BATISMO NO ESPÍRITO SANTO: O SELO DA PROMESSA DE DEUS.
E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, e os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito.” (Joel, 2.28-29).
A profecia de Joel faz referência a um tempo posterior a Israel. Que tempo é esse? Quais serão “aqueles dias”? Trata-se da era da graça. Refere-se ao tempo desde que Jesus, ressurreto, foi assunto aos céus, ordenando aos discípulos que ficassem em Jerusalém, até serem revestidos de poder.
E, eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.” (Lc 24.49).
Qual é a promessa do Pai? Aquela registrada pelo profeta Joel, acima transcrita. Estes são os tempos da promessa, a era da graça de Deus, a qual se estenderá até o arrebatamento da Igreja, para as moradas celestiais. “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também.” (Jo 14.6).
Vivemos os dias da promessa! Estes não são os dias de Elias! Estes são os dias da graça de Deus!
Aquele Consolador que foi enviado aos que estavam no cenáculo, no dia de Pentecoste, é-nos dado hoje. É o Espírito Santo derramado sobre os salvos, a fim de lhes “ensinar todas as coisas”, conduzindo-os neste mundo, até que volte o Senhor.
LÍNGUAS ESTRANHAS: A EVIDÊNCIA DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
Falar línguas estranhas, isso é, línguas incompreensíveis, é uma evidência do batismo no Espírito Santo. Todavia convém notar que o “dom de línguas”, não é simplesmente um “documento” de que a pessoa é batizada no Espírito Santo, embora evidencie essa condição. Não há dom sem finalidade, nem para atestar o grau de santificação de uma pessoa. O crente batizado no Espírito Santo não tem melhor qualidade, mais fé, ou prerrogativa diante de Deus. Ele recebeu, pela graça, um dom divino.
Podem-se observar dois aspectos desse dom:
1.    a língua estranha como (idioma humano, desconhecido do falante). Por exemplo, a língua árabe para a maioria dos brasileiros.
2.    a língua estranha do ponto de vista de que ela não é idioma terreno.
Qual a finalidade de uma e de outra forma de expressão?
A glossolalia (ou glossolália) como dom de línguas, pode levar o crente a comunicar-se por meio de um idioma que desconheça absolutamente, a fim de manifestar a mensagem celestial a um ouvinte que tenha tal idioma como língua materna. Trata-se de um proveito externo do dom de línguas. Isso ocorreu no dia de Pentecoste.
E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. [...] Como, pois, os ouvimos, cada um, falar na nossa própria língua em que somos nascidos? (At 2.4-8).
Por outro lado, há manifestação de língua estranha não humana, que também é evidência do batismo no Espírito Santo. “E impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e falavam línguas e profetizavam” (At 19.6).
As manifestações de línguas espirituais são bem mais frequentes nas igrejas pentecostais.
A DISCIPLINA DE PAULO SOBRE AS LÍNGUAS ESTRANHAS
Tomando por base a igreja em Corinto, é possível ter-se claramente a doutrina de Paulo, quanto ao dom de línguas. Começa que aquela igreja era rica em dons “De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo.” (I Co 1.7). Mesmo assim, havia lá um grande número de problemas. Quanto às línguas, provavelmente aquela igreja já estava escandalizando os de fora, por causa da falta de ordem, de bom senso nos cultos. Ali, os batizados no Espírito Santo, infantilmente falavam todos no mesmo tempo e, é possível, dado o caráter deles, que um quisesse sobressair-se a outro. Paulo vem pôr ordem na casa, quando orienta a manifestação em línguas sob condição de intérprete. E, caso não haja intérprete, manda que o crente fale consigo mesmo, calado, e com Deus, que não precisa da nossa voz para entender-nos.
Desse ponto de vista, pode-se compreender que a adoração a Deus, no culto, deva expressar-se em nosso próprio idioma. Por isso glorificamos com “Glória Deus!” e “Aleluia!”
A IGREJA PENTECOSTAL E A DISCIPLINA PAULINA
A igreja pentecostal brasileira não tem sido muito disciplinada nesse aspecto. A falta de instrução tem levado a comportamentos iguais àqueles em Corinto, relativamente a esse assunto.
Muitos incrédulos têm-se escandalizado com o barulho incompreensível. Por causa disso, almas têm-se afastado do evangelho, fazendo graves críticas aos crentes.
Aliás, já é tempo de a igreja de nossa terra entender que o uso da gíria evangélica é tão incompreensível para os não-crentes quanto muitas das gírias dos não-crentes são-nos incompreensíveis. Mas nós pretendemos ganhá-los para Cristo. O mesmo se dá com a ocorrência das línguas estranhas nos cultos.
O apóstolo pergunta se, por acaso, eles, os descrentes, não nos chamariam de loucos?
Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns” (I Co 9.22).
Ainda que os do mundo não sejam exemplos do melhor comportamento, suas atenções estão voltadas para os servos do Senhor; porquanto, eles esperam que de nós saia coisa boa, conforme propagamos.
Nossas reuniões não podem continuar irreverentes, barulhentas, não pontuais quanto aos horários. Nossas apresentações musicais têm de ter boa qualidade e decência. Temos observadores ao redor. Precisamos deixar o mundo impressionado conosco – à maneira de Salomão e a rainha de Sabá - a fim de não servirmos de tropeço à propagação do evangelho de Jesus Cristo. Não devemos portar-nos de forma inconveniente nos cultos.
Temos visto muita movimentação de pessoas, até durante a pregação da Palavra de Deus, conversas desnecessárias, correria de crianças pelos corredores são observadas por nossos visitantes. Damos muito mau testemunho da nossa vida cristã.
Assim, é necessário que a igreja se aprume na parte espiritual e na social, segundo as instruções que a Bíblia nos dá. “Mas, faça-se tudo decentemente e com ordem” (I Co 14.40),
“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1).
Paulo chama para o culto que usa a razão, o entendimento.
Não raro os crentes pentecostais desenvolvem um misticismo que afeta a razão e desenvolve a emoção, faz extrapolar o lado subjetivo, o qual nada tem de espiritual. Para muitos, um “culto abençoado” tem muita “alegria”: os hinos são barulhentos e agitados, mas de pouco conteúdo cristão e, às vezes, compostos com letras de mau gosto, de natureza até erótica, como se a declaração de amor a Deus ou da necessidade que temos d’Ele se relacionasse com a ideia de um relacionamento humano. Músicas que mexem com o emocional das pessoas, principalmente das mais fracas.

Para esses, “culto fervoroso” é o que tem muitas profecias, línguas estranhas, pregador que manda abraçar o vizinho de banco e, no final, reúne, diante do púlpito centenas de emotivos que no outro dia não se lembrarão, sequer, de um versículo lido!

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