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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

POLITICAMENTE CORRETO


 

Tornou-se moda o uso da expressão “politicamente correto”. Trata-se da busca de comportamentos sociais e linguísticos que abordem eufemisticamente (com brandura) quaisquer circunstâncias. Para a sociedade atual, toda pessoa educada age “politicamente correto”. O perigo está em que essa expressão é muito vaga, abrangente, serve para encobrir muita coisa. O que é uma atuação social correta?

Muitas vezes, ocorre a cobrança dessa proposta, para que não venham à tona eventos que merecem uma exposição nua e crua, sem rodeios, sem circunlóquios. O leitor é capaz de perceber o estrago que a invenção do “politicamente correto” vem fazendo no país, sob todos os aspectos. A crítica contundente (sem ser grosseira, nem chula) tem e deve ter o seu lugar. O “politicamente correto” tem causado dificuldades entre pais e filhos, professores e alunos, líderes e liderados. As pessoas criaram uma “pele fina” e se ofendem por tudo que lhes diz a verdade necessária.

No âmbito do cristianismo evangélico, certas lideranças amantes da hegemonia impuseram essa ideologia, que funciona como mordaça contra possíveis críticas. Gera-se, então, uma multidão de pessoas submissas e submetidas aos caprichos daqueles a quem fizeram seu líder. Não há o direito inalienável da análise, da crítica e da exposição do ponto de vista: isso não é politicamente correto. O politicamente correto tem o viés da ditadura.

Por outro lado, é necessário avaliar-se com sabedoria e exatidão o que deve ser esclarecido, julgado ou trazido ao público. Há que se ter bom senso.

Cabe ao cristianismo brasileiro rever suas posições, de acordo com os próprios padrões bíblicos. Jesus disse que a palavra do cristão deve ser sim e sim; não e não. (Mt 5.37).

Grande parte da mídia nacional age de forma preconceituosa, relativamente ao cristianismo. Ultimamente esse preconceito vem ganhando espaço e contorno explícito. É de se crer que esse crescimento de uma ideologia persecutória, ainda que biblicamente prevista, seja devida a certa timidez da ofensiva cristã. Não se vê nas Escrituras Sagradas nenhum caso de timidez entre os que servem a Deus. Que registra a Bíblia sobre isso?

“Agora, pois, apregoa aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for covarde e medroso que volte...” (Jz 7.3a).

“E continuarão os oficiais a falar ao povo, dizendo: Qual é o homem medroso e de coração tímido? Vá e torne-se a sua casa, para que o coração dos seus irmãos não se derreta como o seu coração” (Dt 20.8).

Lideranças abusivas, imprensa ameaçadora, governos corruptos, perseguições de toda ordem não poderão impedir que valentes homens de Deus continuem suas denúncias contra os desmandos dentro, ao lado ou fora do arraial cristão. João Batista perdeu a cabeça, não a coragem; Jesus foi à cruz, por causa da verdade; Estêvão apedrejado, por sua fé; Pedro crucificado, Paulo decapitado. Seremos nós os homens tímidos, covardes desta geração, por nos obrigarem ao “politicamente correto”?

Um comentário:

  1. Professor, a ordem é "fale e não te cales"!
    Não importa o que digam ou o que venham a fazer contra quem prega a verdade. Afinal, a verdade sempre há de prevalecer. Mas cedo ou mais tarde, a máscara cai e Deus é glorificado na vida daqueles que primam pela verdade.
    "Politicamente correto" ou intrepidamente bíblico, não cessemos de anunciar a Cristo, o Evangelho de Cristo, o poder de Cristo, a graça de Cristo...certamente que, os que receberem de bom grado, terão suas vidas transformadas.
    Grande abraço.

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