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domingo, 22 de janeiro de 2012

FALE E ESCREVA DIREITINHO VIII

Caso 36.
Forma indevida: são meio dia e meio.
Forma adequada: é meio-dia e meia.
Comentário:
A concordância do verbo ser baseia-se em preceitos específicos que, em muitas situações, fogem das regras usuais para outros verbos. Nos casos em que  a informação se refere a indicação de datas, horas ou distâncias, esse verbo (ser) tem que concordar com a expressão numérica que indicar a data, a hora ou a distância. Observe os exemplos seguintes: É 1º de fevereiro/São 2 de fevereiro; É uma hora/São duas horas; Daqui a Santos é um quilômetro/Daqui a Santos são 70 quilômetros. Ainda, na indicação das datas, deve-se deixar o verbo no singular, se se incluir a palavra dia: Hoje é dia 2.
Portanto, não se pode dizer: São meio-dia.
O segundo problema está na grafia da indicação da hora: quando se trata de informação do horário, deve-se usar o hífen: meio-dia; meia-noite. Meio dia (sem hífen) não indica a hora; mas, qualquer metade de um dia. Exemplo: Gastei meio dia para elaborar uma questão.
O terceiro problema, muito grave, é o da concordância nominal. A palavra "meio" (= metade) deve concordar em gênero e número com o substantivo ao qual se refere. Eu devo pedir "meios pães", meias laranjas etc. Logo devo informar a meia hora. Assim, Meio-dia e meia!
Caso 37.
Forma indevida: Já me apresentei ao meretíssimo juiz.
Forma adequada: Já me apresentei ao meritíssimo juiz.
Comentário:
As formas de tratamento devem ser bem observadas por todos os que pretendem usar bem o nosso idioma. Não custa procurar informação sobre os pronomes de tratamento e o seu uso. A forma Vossa Excelência só deve ser usada (em situações oficiais) para nos dirigirmos a altas autoridades civis (Presidente da República, Governadores, Senadores, Deputados, Juízes de Direito etc.). Também se emprega tal pronome para com as mais altas autoridades militares (generais).
As formas que empregam a partícula Vossa são usadas nas situações em que alguém se dirige à pessoa mencionada; ou seja, ao conversar com a pessoa que exerce o cargo, deve-se dizer: "Deputado, Vossa Excelência está ciente do ocorrido?". Quando a autoridade (ou pessoa mencionada) não é o receptor do contato, deve-se usar a partícula Sua: "Ontem, em Brasília, perguntei a Sua Excelência, o Deputado, se ele estava ciente do ocorrido."
Quanto à questão proposta acima, use, para fazer referência (direta ou indireta) a um Juiz de Direito, a forma Meritíssimo (com i); ou seja, ele é uma autoridade de muito mérito (quando honra tal posição).
Acrescento outra informação: As formas de tratamento acima apontadas não fazem flexão de gênero (masculino/feminino). Dessa maneira, por exemplo, Vossa Excelência pode referir-se a um homem ou a uma mulher. Entretanto, o predicativo designará o gênero, o que produzirá uma figura de linguagem chamada silepse (de gênero). Exemplos: Vossa Excelência me parece bastante preocupado, senador./Vossa Excelência me parece bastante preocupada, senadora.








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