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domingo, 24 de abril de 2011

DEUS ESTÁ FALANDO, MESMO?

Portanto, eis que eu sou contra os profetas, diz o Senhor, que furtam as minhas palavras, cada um ao seu companheiro. Eis que eu sou contra os profetas, diz o Senhor, que usam de sua língua e dizem: Ele disse.” (Jr 23: 30-31).

Um dos problemas mais sérios desta geração é a irreverência. A Bíblia diz que cada um se desviou pelo seu caminho. Oséias, 11: 7 diz: “Porque o meu povo é inclinado a desviar-se de mim...”. A irreverência é um mal que se avoluma passo a passo e contamina os corações. O povo de Deus tem de estar atento, vigilante contra todas as atitudes de irreverência para com as coisas celestiais.
Um irreverente, no tempo do Antigo Testamento, Uzá, morreu por causa do seu ato de imprudência (2 Sm 6: 7). Já no Novo Testamento, Ananias e Safira também pagaram com a vida a sua irreverência (At 5: 1-10).
É comum encontrarem-se pregadores que, a fim de extasiar a platéia ou dar credibilidade à sua mensagem (o “sua” cabe muito bem aí), não hesitam em atribuir a Deus as suas próprias palavras. Tal é a fala enganosa que chegam a dizer: “Deus está falando com alguém aí”. Quem é o “alguém aí”? Toda mensagem profética tem destinatário específico.
Um pouco de conhecimento sobre o Senhor dos senhores levará qualquer pessoa a compreender que a mensagem celestial sempre tem destino definido. Deus não joga mensagem ao ar, a fim de que ela repouse sobre um alguém. Quando um profeta dizia “Assim diz o Senhor”, a palavra tinha direção certa; destinava-se a um homem ou a uma nação. A mensagem de Deus não falta, nem sobra: tem a medida e o destino certos.
A Bíblia mostra a condenação de Deus aos profetas que pretenderam valorizar suas mensagens, dizendo-as da parte dele: “Eis que sou contra os profetas, diz o Senhor, que usam de sua língua e dizem: Ele disse” (Jr 23: 30-31). Deus não se deixa escarnecer.
Imagine-se o perigo de condenação que paira sobre os pregadores irreverentes e inescrupulosos que usam a tribuna para trazer suas próprias palavras. Ainda que não as refiram expressamente a Deus, sugerem isso, o que dá na mesma! O homem que prega tem de estar santificado para que não incorra em condenação. O apóstolo Paulo, instruindo sobre o casamento, diz: “Mas, aos outros, digo eu; não o Senhor...” (I Co 7: 12); ele não pretendeu misturar seu ponto de vista com algo que o Senhor ordenasse, por esse motivo, esclareceu: “digo eu”. O salmista Asafe refere: “Disse eu aos loucos: não enlouqueçais; e aos ímpios, não levanteis a fronte” (Sl 75: 4). Um pregador irreverente teria dito que o Senhor enviou por ele uma mensagem aos loucos e aos ímpios. Não foi o Senhor. Foi Asafe, que temia o Senhor.
Todo pregador deve deixar claro o que vem expressamente de Deus, bem como ele, ungido pelo Espírito Santo, pessoalmente conclui. Deus honra a sabedoria do crente!
Há necessidade de que a igreja deste século busque com afinco e seriedade o discernimento espiritual. Esse discernimento é alcançado pela misericórdia do Senhor a quem o busca com sinceridade e com temor. Aquele a quem Deus enriquece com o discernimento não age irreverentemente, e torna-se capaz de observar a imprudência dos “distraídos”.
Que o Senhor coloque no coração dos seus servos um espírito de reverência e de cuidado especial com tudo quanto se refere à vida espiritual. Que haja verdadeiro culto a Deus, oferecido pela postura no templo, pelo cuidado na palavra proferida, pelo saber “tirar os sapatos, por estar em terra santa”. Amém.

Um comentário:

  1. A Paz do Senhor!Muito bom sua postagem sobre "Deus está falando mesmo?" Que Deus continue te abençoando, muito bom tê-lo como amigo. Um forte abraço e que Deus possa nos ajudar a anunciar o seu Evangelho. Márcio Andrade

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