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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

PROBLEMAS COM A LÍNGUA VIII -VOCÊ PREFERE UM JUIZ OU UMA JUÍZA?

No princípio, Deus criou o ser humano masculino. Diferentemente das outras espécies animais, o homem estava só, sobre a Terra. Deus, porém, viu que não era bom que ele estivesse só. Então, fez-lhe a mulher (Gênesis, 2: 18).
Tenho ouvido inúmeras pessoas que acusam o texto bíblico de “machista”, uma vez que, desde Adão, faz alusão mais enfática ao homem. A Adão é dada a responsabilidade de gerir a Terra (Gênesis, 2: 29); nascem-lhe dois filhos, Caim e Abel (Gênesis 4: 1-2). A Noé, Deus ordenou a feitura de uma arca em que salvasse a família (Gênesis 6: 13-21). Assim se comporta a maioria dos textos sagrados.
Será, de fato, a Bíblia um livro machista? Será que ela coloca a mulher em um plano inferior, à medida que enaltece o homem? Evidentemente não. O mesmo livro da criação diz: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou, macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra e sujeitai-a e dominai...” (Gênesis, 1: 27-28). Nesse trecho, o plural esclarece a igualdade de importância que o Senhor deu ao primeiro casal. Só uma grande ignorância ou terrível má fé pode atribuir machismo à Bíblia.
As civilizações ímpias (afastadas das orientações divinas) desenvolveram critérios depreciativos com relação à mulher, uma vez que davam destaque à força física masculina. Os homens eram “melhores”, porque eram “mais capazes” para vencer as dificuldades e intempéries de um solo árido. Às mulheres ficou reservada uma atuação mais restrita e erroneamente menos valorizada: cuidar de filhos e do lar.
Por sua vez, a Bíblia não mostra essa imagem da mulher. Eva tanto teve a primazia de partilhar as delícias do Paraíso com o seu marido como arcou com a desgraça de ter pecado juntamente com ele. Ela não foi considerada mais nem menos responsável do que Adão. Teve de suportar com ele a angústia do seu erro.
Abraão considerava Sara, sua mulher com grande estima: admirava a sua beleza, protegia-a com cuidado excessivo e com ela decidia seus atos (Gênesis 12: 10-20). A mulher de Ló sofreu o castigo divino por causa do seu erro pessoal (Gênesis 19: 26). Deixadas à parte essas e outras inúmeras considerações, convém apontar a dignidade que o Senhor Jesus deu à mulher! (João 8: 1-11). A Bíblia não é “machista”, porque Deus não vê dois seres humanos distintos, mas um só (Gênesis 2: 24).
Com o decorrer do tempo, com as mudanças socioculturais, principalmente a partir da Revolução Industrial, a mulher deixou parte de seu comando do lar e se introduziu no chamado mercado de trabalho. Ela se tornou profissional em todas as atividades, à altura do homem.
Agora, tem-se a questão seguinte: que diferença faz que um profissional seja masculino ou feminino? Um “médico” trabalha diferentemente de “uma médica”? Um “juiz”, de uma “juíza”? Um “presidente” será melhor ou pior do que “uma presidenta”? E um “professor” mostrará mais competência do que “uma professora”? Ora, qualquer desses profissionais tem de ser hábil para o exercício de suas tarefas. Manter a separação de gênero na nomeação de atividades profissionais cheira a resquício de discriminação.
Se assim se deve considerar, por que as gramáticas da nossa língua ainda insistem nessa tolice de cobrar tais formas de gêneros? Por que muitos professores consideram uma grande vantagem que os alunos respondam adequadamente qual seja o feminino de “presidente”?
É tempo de se esquecer essa prática. Se eu estiver acamado, enfermo, certamente não exigirei que o profissional da Medicina, que me atenderá, seja “um médico” ou “uma médica”. Quero que seja de fato “UM MÉDICO”, ainda que esse profissional se esconda numa bela mulher.
Para mim, o gênero dos substantivos que designam profissões deveria ser neutro. Assim, diríamos sempre: “Ela é o primeiro presidente que o Brasil elegeu.” Não há forma de masculino, se não se prevê a ênfase na oposição feminina: o gênero, então, é neutro!
Por fim, maravilho-me de perceber quanto a Palavra de Deus é uma imensa fonte de sabedoria; entretanto, vedada aos que não se submetem aos seus profundíssimos ensinos.

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