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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

UMA IGREJA ELOGIADA

O Senhor Jesus, tendo ressuscitado ao terceiro dia da crucificação, instituiu um novo tempo e um novo ministério, ao ordenar que seus discípulos permanecessem em Jerusalém, aguardando o revestimento de poder. (Lc 24: 49).
Em Atos, 1: 13-15, está o relato da primeira congregação evangélica da História, com aproximadamente cento e vinte membros. As igrejas cristãs tiveram aí a sua raiz.
Este texto pretende fazer brevíssimo comentário a respeito de uma das igrejas, mais tarde instituída numa localidade chamada Filipos. O apóstolo Paulo, juntamente com Silas e outros companheiros, foi impelido pelo Espírito Santo àquele lugar, onde fundou a igreja na residência de uma mulher, Lídia. (At 16: 11-15).
Aquela igreja cresceu, agregou muitos membros e manteve a obediência a todos os ensinamentos do apóstolo, daí o motivo dos elogios que recebeu, conforme registra a Carta aos Filipenses.
Nossa época é farta de igrejas: existe grande quantidade de ministérios, templos, salões e pregadores famosos em cada canto. Há multidões de fiéis que superlotam todos os espaços. Hoje, realmente, a pregação evangélica não é desconhecida de nossa gente e, diferentemente de outrora, não há acanhamento nem perseguição formal por alguém se declarar “evangélico”.
Isso parece uma boa notícia, mas não é! Por quê?
Antes de se responder à pergunta, é necessário deixar clara a compreensão entre igrejas e Igreja. A Igreja, aqui entendida como o Corpo de Cristo, apresenta todas as características de obediência e santidade exigidas da intocável Noiva do Cordeiro. Trata-se, aqui das igrejas: instituições formadas por adeptos do Cristianismo evangélico, com a finalidade de expandir a mensagem da cruz. Pelo menos, é o que se diz, em tese.
A resposta à pergunta está em que, não obstante a quantidade de igrejas instituídas em nossa terra, grande parte dos “frequentadores” (o uso da palavra é proposital) está longe de conhecer e de cumprir as determinações do verdadeiro Evangelho de Cristo.
As multidões querem “espetáculo gospel”, e formam fãs-clubes! Procuram igrejas que reúnam membros destacados da sociedade: artistas de TV, jogadores de futebol, entre outros. Querem solução de problemas, inclusive os mais mesquinhos e ridículos. Não são servos do Senhor, mas cobradores de um crédito inexistente.
Qual não seria o desapontamento de Paulo, se vivesse em nossos dias! Ele não poderia dedicar páginas de elogios, como as que endereçou aos crentes de Filipos. A Carta aos Filipenses mostra a alegria do apóstolo em se referir ao modo cristão daquela igreja.
Mas, o Senhor é longânimo e oferece oportunidade de que “todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (I Tm 2: 4).
É hora de os verdadeiros crentes assumirem sua posição em defesa da fé, limpando do coração toda influência maléfica que sutilmente intenta subverter a perfeita mensagem da cruz, tornando-a banal, irrisória. A mensagem da cruz jamais perdeu a sua insuperável importância, e darão conta a Deus os que a tratam sem o devido respeito, usando-a para finalidades espúrias.
Reunimo-nos nos templos para adorar o Senhor, para render-lhe graças por seu amor por nós. Nossas reuniões precisam ser revistas: não se trata de encontrar nossos amigos para pôr a conversa em dia; não se trata de prestigiar cantores famosos, pregadores de destaque; não se trata de ouvir maravilhosas orquestras e corais. Trata-se de honrar o Altíssimo e Soberano Senhor do Universo, diante de quem todo joelho deve dobrar-se e a quem toda a adoração é devida.
Uma igreja elogiável busca zelosamente não se afastar dos princípios da Palavra de Deus.
Queira o Senhor que nossas vidas sejam despertadas para a aplicação do verdadeiro Evangelho, o qual prepara o homem para o encontro com o seu Senhor.

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