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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A BÍBLIA TRATA DA DEMOCRACIA EVANGÉLICA


 Será a Bíblia um livro democrático? A democracia é um sistema de administração da sociedade cuja origem remonta à Grécia Antiga. Nós, brasileiros falamos muito em democracia, mas poucos entendem adequadamente o que isso seja. Aliás, coisas absurdas ouvem-se em cada esquina, a respeito desse sistema de governo.
Já ouvi quem dissesse: “Faço o que eu quiser: estamos numa democracia!” Que engano! Um sistema democrático não dá ao indivíduo a liberdade de agir conforme lhe pareça; antes, submete-o ao interesse da maioria. Mas o nosso assunto não é uma aula sobre democracia; interessa-nos ver se a Bíblia é democrática. Um sistema de orientação governamental não democrático torna-se ditatorial, despótico, pois concentra na decisão de um aquilo a que todos devem necessariamente obedecer.
Já ouvi um pastor dizer em sua pregação que a Bíblia não é democrática. Todavia, vejo incorreção nesse ponto de vista. O engano está em se confundir democracia com anarquia. A anarquia (palavra grega) se caracteriza pela ausência de padrão governamental. A anarquia exclui a noção de governabilidade, o que não acontece nos sistemas democráticos. Democracia tem doutrina a ser observada.
O primeiro problema para os que dizem não ser democrática a Bíblia está em que eles confundem o conteúdo doutrinário das Escrituras com a sua aplicação. O próprio Deus, ao fazer do homem um ser dotado de volição, estabeleceu o processo democrático. Deus ama a democracia!
Talvez se diga que estabeleço um contrassenso: de que maneira, um Deus que, nos relatos do Antigo Testamento, puniu duramente a tantos homens poderá ser visto como criador da democracia?
Indo ao Gênesis, encontramos o Senhor dando a Adão o livre arbítrio para agir relativamente à Sua determinação. Deus não obrigou que nossos primeiros pais Lhe fizessem o querer. Eles puderam decidir seu comportamento. Mais tarde, Deus não obrigou, nem impediu a má ação de Caim contra seu irmão Abel; antes, apresentou-lhe os problemas que lhe sobreviriam. A democracia não libera o indivíduo para agir conforme a própria vontade; submete-o a um código de conduta.
Quando o povo de Israel andava desviado das orientações divinas, Josué convocou-o e sugeriu que escolhessem seu caminho. Aquele líder não fez uma convocação para que os israelitas lhe obedecessem. Um líder verdadeiro não exige obediência; mostra as consequências da desobediência. É o que faz a Bíblia.
Lembro-me de que muitas pessoas que evangelizei, diziam: “Mas, para seguir esse caminho, há muita proibição”. Não há proibição; há escolha! Crente pode escolher, assim como Josué escolheu, declarando ao povo: “Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais: [...]. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15).
Jesus deu a opção da desistência aos discípulos:
Paulo roga aos irmãos em Roma que se dediquem à entrega absoluta ao caminho de Cristo (Rm 12.1-2). Mesmo nas suas mais duras repreensões, o apóstolo dos gentios abra a porta da opção. A questão única, desde o princípio, é que a escolha responsabiliza o homem avisado da doutrina bíblica.
Não há necessidade de o líder impor aos seus seguidores aquilo que eles farão. A maturidade vem com a escolha. Só por meio da escolha os obedientes a Deus distinguem-se dos desobedientes. Esse assunto tão democrático é tratado nas Escrituras, desde o Gênesis até o Apocalipse. Nelas está a verdade que liberta.
Já não há necessidade de se ouvir de outrem o que um crente pode fazer. Examine-se a Escritura Sagrada! Estude-se a Bíblia (evidentemente com quem está apto para o ensino), a fim de agir bereanamente, isto é, conferindo se aquilo que nos dizem são doutrinas do evangelho de Cristo ou vontade de homens que sobrecarregam com fardos que eles mesmos não suportam. “... Ai de vós também, intérpretes da Lei! Porque sobrecarregais os homens com fardos superiores às suas forças...” (Lucas, 11.46).

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