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quarta-feira, 25 de maio de 2016

AFINAL, QUE FAZER?

 Acabo de ler ferrenha discussão a respeito de uma pregação do pastor Ed René Kevitz. Não vou entrar no sentido teológico da pregação, mas tratar um pouquinho da semântica do texto.
Há necessidade de sempre se estar atento para a sagacidade (no bom sentido) dos discursos. Políticos e oradores sacros bem formados dominam bem essa Arte.
O discurso, em geral, baseia-se em um viés: aquele que o receptor capta imediatamente, sem perceber que há um conteúdo mediato, uma intenção subjacente à forma. Eis o perigo, porque aquele viés pode ocultar outro, não explícito, todavia, mais importante. Sobre isso, os interessados podem consultar uma excelente obra dos professores Platão Savioli e Luiz Fiorin: "Para entender o texto: leitura e redação" (Ática).
Na pregação, Ed René constrói um discurso que desmonta as teses vistas na maior parte das pregações, como se ele viesse na contramão de todos os pregadores. Isso não se comprova, se for buscado o segundo viés, o subjacente, baseado na relatividade dos raciocínios.
Uma mente mais aguçada poderá perceber que a orientação para "deixar de fazer" talvez pretenda levar ao "fazer", desde que...
O citado pregador não deixa explícito o segundo viés (pelo menos, na parte que está disponível na gravação), mas não se deve duvidar de que, como cristão convicto, ele queira que seus ouvintes não usem práticas inócuas, mas que pratiquem tudo aquilo que foi negado, desde que tenham um coração genuinamente convertido ao evangelho de Cristo.
É, no fundo, dizer: "Não faça nada disso por fazer; mas, faça tudo isso por amor a Cristo".
É! Discursos exigem muito também do receptor. Estejamos atentos!
Ev. Izaldil Tavares de Castro

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