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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

TOMAR O REINO DE DEUS À FORÇA?


TOMAR O REINO DE DEUS À FORÇA?

 

Não são poucas as pessoas que usam versículos da Bíblia, a fim de “explicar” aquilo para que suas mentes buscam uma justificativa. Parece fazerem da Bíblia uma caixinha de miçangas, de onde a costureira pega um botão ou um colchete que lhe sirvam para resolver uma situação imediata.

Poucos se dão o trabalho de estudar o texto, buscando o contexto, não só do capítulo, mas do livro todo, muitas vezes. Um versículo, uma frase, uma expressão pinçados do capítulo provavelmente levarão a graves erros de interpretação como se vê à vontade, hoje, nas mídias sociais. Aliás, essas mídias abriram uma ampla janela para a detecção de quantas falhas existem, relativamente ao entendimento da Palavra de Deus.

Fazer uma leitura irresponsável da Bíblia não traz benefício a ninguém. Não são poucos os casos de incentivo para que as pessoas “leiam” toda a Escritura; mas, quanta falha há nessa orientação! A questão não é “ler” a Bíblia de capa a capa. A questão, em princípio, envolve saber por onde começar a leitura, qual a melhor sequência para a compreensão do todo? Levar em conta apenas essa providência inicial também não atinge a finalidade maior da leitura; ainda que ajude.

Evidentemente a reverência, a oração e a consagração nem precisam ser mencionadas nesta página. O que cabe aqui, neste ponto, é a necessidade de se estudar uma importante matéria, normalmente chamada de Princípios de Interpretação Bíblica. Professores de Escolas Bíblicas não podem dispensar tal estudo!

A essa altura, uma muralha se levanta: a Bíblia está, graças a Deus, à mão de pessoas com boa escolaridade, e de outras, semialfabetizadas; por conseguinte, como orientar o indouto a uma leitura e a um estudo acurado de interpretação bíblica? Não vejo como dar esse rumo à orientação, por isso, sugiro a indiscutível necessidade da Escola Bíblica, que pode ser dominical.

Aos escolarizados – de médio para cima - a falta de estudo dos princípios de interpretação bíblica é ocorrência generalizada e a falta de correção do problema, imperdoável.

Lê-se em algum lugar a defesa do ataque àquilo que chamam (nem sempre acertadamente) de heresias. O perigo é que esses “ataques” beiram à indução da perseguição, como se cristãos não fôssemos! Existem os que lançam impropérios, criam apelidos com os nomes de seus “inimigos”, e procuram justificar sua falta de civilidade com um versículo que se registra no evangelho de Mateus 11. (Ver também Lucas, 16.16).

E desde os dias de João Batista até agora, se faz violência ao Reino dos céus, e pela força se apoderam dele...” (Mt 11.12)

Pronto, uma leitura desavisada desse trecho tem levado pessoas à agressividade contra o próximo, porque entendem que a oposição tem que ser feita “na marra”, à força! Ora, que vem a ser tomar o Reino dos céus à força? Terá Jesus incitado seus servos à violência? Ele mesmo disse, em outra ocasião, o seguinte:

E ao que quiser pleitear contigo e tirar-te a vestimenta, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mt 5. 40-41).

Incoerência? Claro que não. Tomar o Reino dos céus à força não é agredir a ninguém, mas sacrificar-se a si mesmo, mortificar-se, carregando a cruz de cada dia. O apóstolo Paulo, em suas Cartas, orienta com clareza o que é tomar o Reino dos céus à força. A força exigida na caminhada cristã é a do caráter, da vontade, da decisão pessoal de não tornar atrás. Há promessa divina para os que tomam o Reino dos céus à força:

... Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte” (Ap 2. 10-11).

Irmão, não deixe de frequentar a Escola Bíblica em sua Igreja! Professores, assumam a enorme responsabilidade do preparo para cuidar daqueles que se fazem discípulos. Não há outra maneira de se verem comentários mais sadios àquilo que se posta nas atuais mídias sociais.

Ev. Izaldil Tavares de Castro.

Um comentário:

  1. Estou a tentar visitar todos os seguidores do Peregrino E Servo, e verifiquei que eu estava a seguir sem foto, por motivo de uma acção do google, tive de voltar a seguir, com outra foto. Aproveito para deixar um fraterno abraço.
    António Jesus Batalha.

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