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sábado, 7 de maio de 2011

O HOMEM, A MULHER E A EVOLUÇÃO

Ninguém duvida de que a humanidade resulta de uma evolução. Calma, muita calma. Não me julgue a “priori”. Nem sempre as palavras dizem aquilo que primeiro nos vem à mente quando as encontramos. Logo, repito, a humanidade resulta de uma evolução, e não me apoio em Charles Darwin.
O que chamo aqui de evolução, os dicionários chamam de “crescimento sucessivo”. Esse sentido aplicado à palavra está em absoluta consonância com o que Deus ordenou no Gênesis: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos...” (Gn 1: 27-28). Multiplicar é crescer sucessivamente: é, pois, evoluir. A humanidade é resultado da evolução.
Não haveria procriação, se Adão, nosso mais antigo ancestral, não alcançasse a bênção de Eva. O par homem-mulher foi obra perfeita de Deus para que eu e você nos encontremos, agora, na leitura deste texto.
Hoje, numa aula, perguntei aos meus alunos se havia alguém entre eles predisposto a morrer naquele instante. Obviamente a resposta foi um solene “não!”. Todos estavam felizes com suas existências, apesar de cada um ter seus problemas a resolver. Levei-os, então, a meditar sobre a possibilidade de não terem vindo à luz, pelo fato de alguém interromper essa cadeia evolutiva da qual nos originamos. Concluíram que deveria ser uma triste anormalidade.
Pois é, parece não haver objeção à idéia de que interromper o ciclo de vida da humanidade nada mais é do que uma agressão à própria natureza humana: trata-se de uma anormalidade.
O mundo pós-moderno trabalha pela não-agressão: protegem-se os animais; protege-se o verde; discursa-se em favor da atmosfera. Dispensa-se o maior cuidado para com aquilo que se costuma chamar de “politicamente correto”, inclusive nas formas de expressão. Não se deve falar que uma pessoa “judia” de outra; não se deve dizer que um indivíduo é “preto” (mas há o branco, o amarelo, o vermelho!); não se deve dizer que a situação está negra etc., etc. Tudo bem!
Agora, os mesmos defensores do “político e linguisticamente correto” procuram aprovar leis esdrúxulas, que escancaram a falsidade de seus interesses. A luta pela aprovação de uma lei que descrimine o aborto é constante nessa sociedade hipócrita.
Ora, o que é o aborto, senão a interrupção do ciclo vital da humanidade? Quem decide pelo aborto interrompe a cadeia natural da evolução humana; logo, pratica uma agressão ao ser humano, não apenas no plano individual; mas, coletivo. É fácil defenderem-se cães, gatos, florestas, rios, e matarem-se pessoas que dariam continuidade a nós mesmos. O aborto é uma anormalidade humana pelo fato de interromper a sequência da vida.
Não menos intrigante foi o fato que surpreendeu grande parte da nação, que viu, nesta semana, o Supremo Tribunal Federal — a mais elevada Corte de Justiça do País — julgar adequada ao conceito de família a união ora chamada homoafetiva!
Sim, dirão alguns, Suas Excelências, os Ministros, entenderam defender direitos sociais desses pares. Mas, ao que parece, os direitos sociais de dois homens ou de duas mulheres já são assegurados pela Constituição Federal. Eles têm direito de formar sociedades como quaisquer outros cidadãos; podem comprar em conjunto, tanto quanto eu e um outro cidadão que se disponha a ser meu sócio nos negócios. Daí, a constituírem família, por causa de uma união homoafetiva, são outros quinhentos.
Um “casal masculino” ou “um casal feminino” constituem, sem dúvida, uma anormalidade relativamente à evolução humana. Esses “casais” interrompem o ciclo da vida tanto quanto os que defendem a prática do aborto. Dois homens ou duas mulheres, necessariamente, não geram filhos; assim, são representantes de uma anormalidade social, não uma família.
Se toda a sociedade se tornasse homossexual, dentro de poucos anos a humanidade se extinguiria. Seria isso normal?
A Constituição Federal é clara, não equívoca, quando delibera que a família é um núcleo constituído por um casal verdadeiro, sexualmente ímpar. Esse é o casal que o Brasil quer ver como família, rodeado de seus filhos. Aqueles mesmos filhos cantados no Hino Nacional Brasileiro, quando diz: “Verás que um filho teu não foge à luta” (o grifo é meu). Quem é filho, se não for oriundo do pai masculino e da mão feminina? Isso é evolução, isso é vida, isso é dignidade que Deus atribuiu à Humanidade que ora lhe vira as costas e toma o seu rumo desnorteado.

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