O sentido da palavra avarento, aquele que ama a avareza, quase sempre deixa a desejar.
A razão disso é que, ordinariamente, nós a empregamos para nomear o indivíduo que tem dó de gastar dinheiro, ainda que esse gasto se faça em causa justa ou necessária.
Mas esse significado é parcial e, ao "pão duro", eu prefiro chamá-lo sovina.
Por outro lado, há pessoas que até participam de contribuições; entretanto, impõem a si mesmos uma rotina insaciável de busca de sucesso e de bens materiais. A esses eu chamo avarentos.
Por isso, eu percebo dois tipos de apegados aos bens terrenos: os sovinas (pães duros) e os avarentos (loucos por riquezas).
Qualquer dessas duas castas é recriminada por Jesus (Mateus 6.19-21) e o apóstolo Paulo recomenda que os crentes se acomodem à vida humilde, em detrimento das grandes pretensões (Romanos 12.16).
Há um evangelho trôpego que busca seduzir pessoas para o interesse material, inalcançável para a maioria dos que o seguem.
Esse evangelho falsificado, na sede de conquistar admiradores extasiados, extrai versículos da Bíblia, ignorando-lhes o contexto, como se vê no recorrente uso da exortação divina a Josué, para que ele prossiga, animado na execução da tarefa, que será vitoriosa (Josué 1.9).
Quão enganadores são os expedientes desse nível!
Qual a intenção de se apresentar um "Deus" cujo interesse é tornar ricaços os que lhe são "fiéis", porque os faz "mais que vencedores"?


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